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sábado, 9 de janeiro de 2010

MODELO AMERICANA JOY NASH ...EXCESSO DE PESO E DE BOM HUMOR



Por Natalia Cuminale

Joy Nash: hit no YouTube defendendo o direito de os gordinhos continuarem gordinhos (Foto: Divulgação)
"Eu sou gorda e tudo bem! Isso não significa que sou estúpida, feia, preguiçosa ou egoísta." Com esse discurso, a atriz e modelo americana Joy Nash, de 29 anos, comoveu milhares de mulheres que estão acima do peso. A fala faz parte do vídeo A Fat Rant, que já foi assistido por mais de um milhão de pessoas no YouTube. Em entrevista a VEJA.com, ela conta em que momento deixou de sentir pena de si mesma e ficou feliz com o próprio corpo. Leia os principais trechos da conversa a seguir.



Como surgiu a ideia de fazer o vídeo?
Eu decidi fazer o vídeo quando era estudante, e minha melhor amiga à época descobriu que tinha câncer no cérebro. Aos poucos, ela começou a perder suas habilidades e estava morrendo. Era muito frustrante ouvir outras pessoas e eu mesma dizendo que nos privávamos de fazer certas coisas por motivos banais, como o sobrepeso. Por exemplo: não viajar ou interagir com outras pessoas. Todas essas atitudes, comparadas com a situação da minha amiga, me fizeram questionar certas coisas. Isso me fez escrever o roteiro, em 2001. Mas demorei uns seis anos para fazer o vídeo.

Você acha que o vídeo ajudou mulheres com autoestima baixa?
Sim. Eu tenho certeza disso. Não acreditei quando abri minha caixa de e-mails pela primeira vez e vi que milhares de pessoas estavam desabafando, não sabiam o que fazer e me diziam coisas tão pessoais. Eu acho que todos merecem ser respeitados e precisam de uma forma de expressão, independente de o quanto pesam.

Houve alguma reclamação?
Sim, várias. Definitivamente, eu senti os dois lados. Algumas pessoas chegaram a me dizer que eu estava promovendo um estilo de vida não saudável. É como se, depois de assistir ao vídeo, as pessoas passassem a comer vários sanduíches por dia. É claro que alguém pode interpretar assim, mas é essencialmente o oposto do que eu digo no vídeo. O que eu falo é que você deve ser o mais saudável possível, se exercitar o máximo que puder.

Na sua visão, por que o vídeo se tornou tão popular?
Eu tenho dois tipos de resposta a essa pergunta. Algumas pessoas me disseram: "Sim, eu pensei nisso a vida toda, muito obrigada por dizer isso de uma forma concisa e em voz alta." Outras disseram: "Meu Deus, eu nunca pensei numa coisa como essa, que eu posso me sentir bem do jeito que sou." Na verdade, eu acho que a resposta é uma combinação dessas duas declarações. As pessoas que sempre sofreram por isso finalmente encontraram uma forma prática de dizer para outras o que pensam.

Você já usou seu peso como desculpa para não fazer algo?
Sim, claro (risos). Faz tempo que eu não faço isso. Sinceramente, o vídeo e a popularidade que ele alcançou me forçaram a ser melhor nesse quesito. Agora, eu posso dizer que uso biquíni, porque antes eu era um pouco mais hesitante em fazer isso.

Você já se sentiu julgada por outras pessoas por conta do seu peso?
Todos os dias. Por exemplo, quando você sai para almoçar e vê um estranho observando o que você vai comer, como se quisesse dizer: "Você tem certeza de que vai querer isso? Precisa mesmo comer essas batatinhas?" Outra coisa é ter que aguentar as pessoas que têm uma visão negativa do próprio corpo e acham que você também deveria ter. Elas pensam que "garotas gordas" como nós não deveriam fazer certas coisas. Cada um deve fazer o que quer, só espero que não me incluam em seus problemas.

Qual é a parte mais difícil em estar acima do peso nos dias de hoje?
Algumas coisas estão melhorando. Anos atrás eu diria que a pior parte era fazer compras e se vestir como você gosta. Porque a oferta de roupas plus size era pequena. Só havia três lojas, e todo mundo com sobrepeso tinha que recorrer a elas - ou seja, as pessoas acabavam usando as mesmas roupas. Mas isso melhorou. Agora, talvez a parte mais difícil seja encarar as reações de estranhos, da família e dos amigos, que acham que estão ajudando quando na verdade não estão. Eu acho que saúde mental e autoestima são as coisas mais importantes para lidar com isso.

Você se sente responsável pelo aumento do "orgulho gordo"?
Eu imagino que sim. Há alguns anos, quando fiz o vídeo, já existiam vários blogs. Mas quando o meu vídeo foi publicado, houve um interesse súbito no assunto, principalmente pela internet. Eu acho que o meu vídeo é o jeito mais curto de ajudar as pessoas a encarar isso.

Assista a seguir ao vídeo A Fat Rant:



http://www.youtube.com/watch?v=yUTJQIBI1oA&feature=player_embedded

FONTE: VEJA.COM


Um comentário:

  1. Olá tenho um blog voltado para o público gg.
    Gostaria de te pedir para ser linkada.
    Estou te linkando no meu blog.
    Obg
    Isa Gomes.
    http://blog.do44ao54modagrande.com.br/

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