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sábado, 9 de outubro de 2010

Trechos do livro "Mulheres, comida e Deus"

Uma ótima contribuição da leitora do blog Lidi....

Boa noite, Lili.


Esse é um trecho do livro que te prometi.

Achei importante dividir com mais mulheres, sendo elas gordinhas ou não.

Todas temos essa Voz interior que tanto nos


deprime, que nos passa uma imagem distorcida de nós mesmas.

Dá uma olhada e vê se vale a pena.

Beijos.
O maior obstáculo para qualquer tipo de transformação é a voz que lhe diz que isso é impossível. E ela diz:
“Você sempre foi assim, você sempre será assim, de que adianta. Ninguém muda nunca. Poderia muito bem comer. A propósito, você deu uma olhada nos seus braços recentemente? E no que é que você estava pensando para usar aquela calça comprida hoje? Reparou nas dobras caindo em cascata sobre a sua calça? E desculpe, você esqueceu de usar maquilagem hoje, ou é assim mesmo que você fica quando se maquila? Esse cabelo....Essas coxas...Por que se preocupar? Você acabou de falar o que eu acho que falou para o seu chefe? Quem é você, a Rainha do Universo? Quantas vezes vai ter de quebrar a cara antes de aprender a ficar de boca fechada?”(...)

As particularidades mudam de uma pessoa para outra. Variam entre
“Eu não consigo acreditar que estou fazendo outra coisa sobre peso!”;
“O que é que eu tenho de errado para achar que poderia usar um vestido sem mangas?”;
Mas sua mensagem principal é sempre a mesma: “Sua intuição não é confiável. Você tem de me ouvir. Depender de mim. Do contrario, morrerá como uma fracassada. Sua idiota.”

Parece exagero? E é.

Você jamais deixaria alguém falar assim com você? Talvez, mas você fala consigo mesma dessa maneira desde o momento em que acorda até fechar os olhos à noite sem sequer pensar no tom cruel. Você se acostumou com os insultos. E aí está o problema: A Voz se parece tanto com você que você acaba acreditando que é você mesma. Você acha que está dizendo a verdade a si mesma.

E fica profundamente convencida de que, sem A Voz como sua consciência, suas tendências malucas ficariam sem controle.

A Voz sabota suas forças, coloca você de joelhos e joga você em um mundo modelado nas figuras de autoridade do passado que indicam direções geralmente cruéis e quase sempre irrelevantes para quem você é e o que você ama. A Voz torna você incapaz de entrar em contato com sua própria autoridade. Trata você como uma criança que precisa de uma bússola moral, mas seu verdadeiro norte não inclui nenhum terreno fresco ou novo. Pense na Voz como um GPS da quinta dimensão. Quando você segue a direção que ela aponta, passa a vida tentando encontrar ruas que não existem mais, numa cidade desaparecida há décadas. Então, deixará de ficar se perguntando por que se sente “tão perdida.”

Trechos do livro “Mulheres, Comida e Deus” de Geneen Roth.

Autora Best Seller do The New York Times.

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